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13/11/2009 :: No Japão, Obama concorda em revisar aliança bilateral
da Folha Online
O premiê japonês, Yukio Hatoyama, afirmou nesta sexta-feira que ele e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, concordaram em iniciar uma revisão da aliança bilateral de 50 anos --que incluiria a polêmica sobre a presença de 47 mil soldados americanos no país.
Obama chegou nesta sexta-feira a Tóquio, capital japonesa, na primeira escala de sua viagem pela Ásia, que o levará ainda à Cingapura e Coreia do Sul. Ele chegou antes do horário previsto e seu avião aterrissou às 15h40 (3h40 no horário de Brasília).
O americano disse que os EUA e o Japão devem "encontrar caminhos para renovar a aliança para o século 21".
Ambos os líderes disseram estar determinados a manter os laços próximos entre seus países, mas que é hora de revisar o tratado de quase 50 anos que estabelece a relação entre as duas economias.
Hatoyama, do Partido Democrático do Japão, chegou ao poder de Tóquio encerrando 50 anos quase ininterruptos de governo do conservador Partido Liberal Democrático. Ele defende o estabelecimento de uma parceria mais igualitária com Washington.
A revisão da aliança bilateral deve incluir a polêmica presença de soldados americanos no país, criticada pela população japonesa e pelo próprio premiê, durante sua campanha eleitoral.
Atualmente, 75% de todas as instalações militares dos EUA no país ficam em Okinawa, que representa apenas 0,6% do território japonês. A presença militar americana na ilha, distribuída por 14 bases, que ocupam quase 20% da superfície de Okinawa, é com frequência tema de protestos organizados pela população local.
Os japoneses se opõem ainda à mudança da base aérea para outra parte do Japão, acertada por ambos os países em 2006, quando também foi acordada a transferência de 8.000 soldados americanos para Guam, fora do território japonês.
Na agenda da visita de Obama estão ainda assuntos como a economia internacional, a mudança climática, o programa nuclear da Coreia do Norte e a não-proliferação das armas nucleares e a guerra do Afeganistão, depois que o Japão anunciou que destinará até US$ 5 bilhões durante os próximos cinco anos à reconstrução nesse país.
Hatoyama destacou nesta sexta-feira que o Japão não vai mais reabastecer navios que levam suprimentos ao Afeganistão, mas prometeu ajuda aos civis afegãos em áreas como educação, agricultura e policiamento.
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